Olá, eu sou o Jônatas, sou sócio da invent.to e sou dev rails na Resultados Digitais.

ps: Sinta-se livre para conversar comigo por email ou gtalk: jonatasdp@gmail.com.

Três meses na Resultados Digitais

Dia 23 completei três meses na Resultados Digitais.

Três meses que moro em floripa. Três meses que aprendi a adorar o clima litorâneo.

Estou muito feliz por estar aqui. A vida na praia tem um clima diferente. Incrivelmente me sinto mais livre aqui.

O trabalho também está sendo muito legal, e este post é mais uma reflexão sobre como está sendo minha vida na Resultados Digitais.

Team A

Faço parte de um Team "A" e estou aprendendo muito com eles. Estou gostando de fazer parte de uma equipe maior, estamos em mais de 30 pessoas em 6 equipes. Então sempre é possível aprender mais e ver uma ótica diferente de outros programadores.

Dentro dos times, faço parte de uma equipe que fica mais focada nos problemas de performance e escalabilidade do produto. Está sendo uma experiência incrível para mim, pois estou tendo desafios bem diferentes dos que tive antes em outras aplicações. Até escrevi no blog do shipit sobre algumas dicas para migrações eficientes com ActiveRecord.

Out teach

Outra coisa muito massa aqui na RD é o incentivo para aprender e ensinar. Out teach é um valor do código de cultura da RD, e isso possibilita estar sempre aprendendo em workshops e palestras internas.

Também somos muito incentivados a participar de eventos e compartilhar nossos conhecimentos publicamente. Eu tive o prazer de palestrar com o @andrehjr no TDC aqui em floripa. Foi muito legal, pois, além de nós, os RDevs deram 7 palestras em 5 trilhas além de participar do evento.

Code Review

Falando em ótica diferente, estou apaixonado pela prática do code review. Code review pra mim é uma consultoria particular especializada para me fazer um programador melhor.

Cada vez que recebo um feedback num pull request aprendo a ser um programador melhor.

Cada vez que encontro um problema ou tenho uma ideia para dar no código dos outros devs dou um feedback.

Esse processo se torna muito legal pois você aprende e ensina diariamente. Além de poder expor ideias ou mesmo alertar sobre possíveis falhas e inconsistências.

O code review tem valor se for feito com muita atenção e alto nível de criticidade. Existem muitos detalhes ou complexidades do código que podem tornar a revisão difícil e demorada. Porém uma revisão eficiente pode melhorar o algorítmo e o programador em vários níveis e o produto também, que tal?.

Esses dias achei muito legal que em um feedback de release escutei o @joaohornburg falando: "vamos começar desconfiar de pull requests que forem revisados e não encontrarem nenhum problema". Em outras palavras, sempre é possível melhorar.

Pra mim o code review tem sido uma das experiências mais valiosas e interessantes tanto para a minha melhora contínua quanto para maior qualidade nas entregas. Esse é o recado: Pratique code review ;)"

Pair programming

Pair programming é a prática de programar em par, usando um computador para dois programadores. Eu gosto muito deste formato de interação para construção de código pois sempre sai um código melhor. Sempre é possível planejar e executar ideias melhores em dois do que sozinho.

Fazendo uma correlação com o tópico anterior, observei que mesmo fazendo pair programming, que já ajuda muito para construir um código melhor, o code review tem um papel diferente e que muitas vezes pode trazer novidades e melhorias que os 2 devs não enxerguem.

Estou pareando bastante nos últimos dias. Isso me deixa muito feliz pois gosto muito de conversar e trabalhar em conjunto nas ideias. Além de poder passar e receber mais conhecimento. Sempre aprendemos tricks que agilizam o flow com as ferramentas dos coleguinhas.

Dentre as principais mudanças que aconteceram no meu flow de desenvolvimento depois que entrei na RD, as mais legais que aprendi com a galera da empresa ou fui inspirado por eles foram:

BDD e CI

O desenvolvimento orientado a testes ou Behaviour Driven Development (BDD) é uma das técnicas de programação que mais tranquilizam os finais de semana e as noites de sono de um programador. Na Resultados Digitais fiquei muito feliz com o capricho e a seriedade que é levado o branch master no git do rdstation que tal um exemplo do que seria "levar o master a sério?". Acho que pra quem não trabalha aqui, isso pode não ficar claro -- talvez finalizar o próximo parágrafo dizendo: "e só com os testes passando é que mergeamos com o branch master. Isso é levá-lo a sério". Também temos integração contínua (CI) e isso significa que várias pessoas compartilham o mesmo código e diariamente criam e compartilham novas funcionalidades e alterações.

Dessa forma, para compartilhar essas funcionalidades e progredir com segurança, existe uma bateria de testes que verifica se o funcionamento está conforme o esperado em cada parte do código até a funcionalidade como um todo. Quando uma nova parte é integrada, todos os testes são verificados e se nenhum código quebrou ou teste falhou, podemos saber que o código que está sendo criado está consistente e não corrompe as funcionalidades atuais.

Parece fácil, mas não é. Na prática essa é a primeira equipe que eu trabalho que consegue levar o processo contínuo de forma integrada.

Isso tudo é muito inspirador e só tenho a dizer muito obrigado :)



Produto ou serviço?

Depois de muito defender a vida de freelancer prestando serviço, venho aqui confessar que estou mudando.

Trabalhei de freelancer e prestando serviço nos últimos anos e tive uma vida muito confortável e agradável. Tive uma boa estabilidade financeira na maior parte do tempo e teria demandas para viver nesse modelo para o resto da vida se quisesse.

Defendi e em alguns momentos até mesmo vendi a ideia do estilo de vida "freelancer" para uma série de pessoas que estavam empregados e ao mesmo tempo não estavam tão empolgados com seu estilo de vida e qualidade no trabalho ou mesmo a carreira.

O tópico é: trabalhar de freelancer ou seja prestando serviço vs construir um produto.

Vantagens de ser freelancer (prestar serviço)

As vantagens estão muito ligadas ao fator home office também. No entanto são mais ou menos assim:

Você vai trabalhar em coisas diferentes quase que sempre. Muito difícil o cara ser freelancer de um só cliente então isso lhe trará diversidade no trabalho, contato com diversas pessoas, interações com outras tecnologias.

Eu mesmo sempre tinha minha meta pessoal de 2 projetos diferentes por dia. Um de manhã e um a tarde. Isso fazia com que tivesse sempre coisas novas ou mesmo alternasse o conteúdo pois sentia minha produtividade decair por trabalhar apenas na mesma coisa.

Você tem mais horários livres do que imagina

Você não precisa levantar todas as manhãs no mesmo horário. Sim, alguns dias você não terá tanta demanda ou pode se organizar para simplesmente dormir até meio dia. Gosta de fazer isso? Eu já me planejei e fiz algumas boas dormidas até meio dia no meio da semana. Quando você tem agenda livre pode investir seu tempo da maneira que mais gostar.

Eu particularmente investi a maior parte do tempo livre estudando e me aperfeiçoando na própria tecnologia. Gosto muito de explorar fazendo algo com a tecnologia então fiz vários projetos sem fins lucrativos pois não tinha tantos freelas então essa era uma forma legal de aprender e explorar. Por exemplo:

Fiz o Camera Overlay em conjunto com o Marlon e fizemos nas horas livres de freelas que sobrava. Neste projeto aprendemos muito sobre Android e Processamento de Imagens.

Trabalhei no Bliss e no Pixel com o intuito de conhecer e dominar o Meteor JS. Também fiz o mandala.ideia.me para aprender sobre Angular JS e Cordova para entender os aplicativos híbridos.

Estes exemplos serviram de cases para iniciar trabalhos profissionais com ferramentas que ainda não dominava totalmente. Para entender as ferramentas é preciso dominar. Se você quer ser freelancer, é melhor pegar em tecnologias que domina, senão teu custo de aprendizado será muito alto e como é freelancer vai ser mais difícil de fechar bons negócios. Então vai precisar fornecer uma mão de obra de qualidade por um preço acessível.

Usufruir do seu lar

Se você for um freelancer em algum momento estará trabalhando do maravilhoso conforto do seu lar. Talvez opte por trabalhar em um café ou coworking, mas em geral você fará uso fruto da sua casa e todas as coisas que só você têm lá e tanto ama do mundo capitalista.

Sim, você poupará o aluguel de um outro espaço aproveitando e otimizando vários outros custos que possívelmente terá em dobro como internet, água, luz, comida, transporte, além do próprio custo do tempo no trânsito.

Eu sempre adorei o homeoffice e achei esta uma forma linda de se encarar a vida. Das coisas que sou mais motivado a ficar em casa são:

  • Ficar solo em silêncio: concentração maravilhosa
  • Minha cafeteira e torradeira: self-chef
  • Trabalhar com roupas confortáveis
  • Ver o crescimento do seu filho - acompanhei até ele ir na creche com 2 anos

Desvantagens do serviço

Nem tudo são flores e agora você também precisa pensar em tantas fortes emoções que terás como freelancer.

Imagina que você é um "exército de um homem só" trabalhando duro para realizar todo e qualquer tipo de tarefa que a vida de freelancer lhe propõe e agora você não pode mais falar assim "mas quem é responsável por...." pois a resposta é você! Então, na carreira de freelancer você precisa tomar a frente para tudo e quando não consegue corresponder em uma determinada situação do projeto é bom ter bons amigos e boas fontes de relacionamentos profissionais para conseguir pessoas para te ajudar a resolver ou contratar.

Você não recebe quando fica doente

Sim, você não irá receber se tirar um dia de folga quando sua cabeça estiver explodindo ou ficar doente. Dessa forma, se você começar a amar mais sua vida de freelancer que sua própria saúde, possívelmente terá que cuidar deste aspecto com mais atenção. Investir em saúde é primordial para trabalhar em casa.

Quando você trabalha em uma empresa geralmente existem leis que te protegem e que você pode apresentar um atestado médico, porém quando você está prestando serviços de freelancer, dificilmente o cliente topará em lhe ajudar a cobrir qualquer tipo de custo que não seja relacionado ao projeto em questão.

Você não recebe se não entregar

Dependendo se você trabalha por projeto fechado e não conseguiu entregar, talvez fique sem receber. Então é importante estabelecer bons critérios de como saber o que significa "feito".

Eu me ferrei logo no primeiro freelancer que peguei e não entreguei. Perdi o valor e desisti quando não consegui entregar e passei mais de 150% do tempo estimado. Desta forma, para me proteger deste tipo de caso, comecei a trabalhar por hora e não por resultado pois como freelancer o cliente as vezes quer apenas uma "alteraçãozinha" e o tempo investido é muito maior que o orçamento estimado.

Você precisa ter trasparência para fechar bons negócios e manter bons clientes. Mesmo como freelancer você pode desenvolver vários projetos com sucesso para um mesmo cliente.

Resumindo: o seu produto é você

Se você falhar ou quebrar, ninguém vai te comprar.

Precisa funcionar bem, ser bom e estar sempre de prontidão.

E aí "ter um produto" ou "prestar um serviço"?

Agora damos espaço a dualidade entre o ter um produto vs o prestar um serviço. O serviço basicamente depende tempo, recursos humanos e ferramentas / matéria prima adequada.

O produto, trata-se de uma engenhoca que resolve um determinado problema de forma simples, você compra e você mesmo interage com ele para resolver teu problema. No produto, geralmente lendo o manual ou a intuição você resolve e aprende.

No serviço você depende de alguém que sabe para resolver. Essa pessoa usa ferramentas e conhecimentos específicos para resolver o teu problema.

Possívelmente qualquer ser humano consegue recriar o produto ou aprender a executar o serviço, mas por falta de tempo, dinheiro ou habilidade passamos a pagar para alguém fazer essas tarefas.

Então, vendo o cenário acima, decidimos por uma carreira, optamos por um destes mercados: o produto ou serviço.

Eu até hoje defendi com unhas e dentes o serviço porém depois que entrei na Resultados Digitais e conheci o RDStation estou começando a olhar o produto com outros olhos. Estou percebendo que ter um produto interessante e sustentável é maravilhoso e pode ser muito escalável, ou seja, você pode vender ele para muitas outras pessoas e atender um grande público.

Vantagens de ter um produto

O produto pode ser replicado. Ele pode resolver o problema de mais de uma pessoa sem necessitar de mais pessoas. Quando você está escolhendo por ter um produto, sabe que não está fazendo para apenas um cliente. Sempre falo que na invent.to nós não desenvolvemos produtos, apenas protótipos. Produto é um estado da arte que precisa de uma equipe por trás dele para manter ele no ar. Como só prestamos serviço de pesquisa e desenvolvimento, sempre enfatizamos que estamos entregando o protótipo e não o produto e que o produto é algo não distante mas precisa de uma atenção muito maior para poder receber os novos usuários de forma escalável.

Vou dar mais um exemplo atual do RDStation. Esses dias o @andrehjr reportou o novo recorde de 2 milhões de emails enviados em um dia. O @ericsantos respondeu o email contando a emoção que eles tiveram quando estavam enviando 500 mil por mês, e agora já passava de 2 milhões por dia!

Então, para você sair de 500 mil por mês para 2 milhões por dia, o software teve que melhorar muito e muitos ajustes e melhorias foram feitos para atingir mais usuários. Dessa forma é imprescindível que para um software escalar ele precisa de uma super equipe de pessoas por trás. Detalhe é que enviar email é apenas uma funcionalidade e o produto em si encara novos gargalos e desafios todos os dias conforme vai crescendo.

Não é você que está resolvendo o problema de alguém

Trabalhando na prestação de serviço você está trabalhando em problemas específicos ou agregando valor a algo já existente. Quando você cria seu produto, não é você que está ajudando alguém mas seu produto, e isso permite que as dependências saiam das suas costas e passam a ser no produto e o time do produto. O produto não precisa dormir ou mesmo tirar férias, mas você e seu time sim.

Alguém está querendo pagar pelo seu produto

Quando você faz têm um produto bom que resolve algo ou ajuda de verdade, o próprio produto se paga, o próprio produto se vende.

Se ele cumpre um determinado propósito e faz com excelência, existe uma chance muito grande de mais e mais pessoas chegarem até ele.

Escalabilidade

Sim, diferente de horas humanas que são alocadas em buffers de 44 horas semanais, um produto pode ser onipresente e ser vendido em mais de um lugar ao mesmo tempo.

Pense que se você tiver uma maneira de distribuir de forma eficiente seu produto, pode aumentar a capacidade de produção e venda. Em software em clouds simplesmente temos que contar com outros serviços que também funcionam de forma escalável. Isso quer dizer que é possível contar com serviços de terceiros que permitam pular de um envio de 500k emails mês para 2 milhões como citei acima. Hoje é possível usar serviços de terceiros que se responsabilizam pela escalabilidade de uma boa parte da arquitetura. Veja alguns dos tipos de serviços disponíveis e extremamente úteis para Startups de TI poder crescer:

  • PAAS: Platform as a service permite você consumir um computador com sistema operacional e tudo mais, instalar seu app e seus serviços, workers e tudo mais
  • SAAS: Software as a service permite você consumir outros aplicativos como serviço e dividir as responsabilidades do negócio.

Isso significa que você vai dividir uma fatia do seu bolo com serviços de terceiros que pretendem fazer a tarefa da forma mais bem feita possível.

Desvantagens de ter um produto

Parece fácil mas não é. Um produto é um navio sendo construído em alto mar. Depois que ele começa a andar não pode mais parar. A construção e direção de um produto podem levar ele para diversos rumos e o mais importante é saber para onde ir. Os grandes players como Google e Microsoft têm muitos projetos descontinuados pois são projetos que precisam ser abandonados.

Dessa forma, é possível ter um produto bom e estragar se ele não estiver uma direção boa, assim como é possível ter um produto ruim e engajar.

Vou citar um caso que cobre os dois aspectos que citei acima: o Skype era muito bom pois era um aplicativo de fazer ligações, mas então a Microsoft comprou e quis saber de acabar com o Microsoft Messenger que era um produto que ainda tinha muitos usuários engajados mas sua era tinha acabado. Eu senti que tudo começou a travar no skype depois que foram comprados, então surgiu o Google Hangouts em grande estilo.

Lendo o reescrevendo o mesmo livro todo dia

Imagina que um software é um código fonte que nada mais é que palavras ordenadas e organizadas de forma tão coerente que até um computador consegue entender. Então um programa de computador é isso, um livro lido apenas por computadores e escrito por pessoas conhecidas como "programadores".

Agora imagina que este seu livro vai crescendo e vai ficando uma história compriiiida e cheia de pequenos detalhes. E quando você vê está trabalhando a anos reescrevendo as mesmas linhas do mesmo livro.

Sabemos que o serviço é exatamente isso. Executar uma atividade. Existem muitas profissões/serviços que são ingratos neste aspecto e a pessoa executa exatamente a mesma atividade, em muitos casos até mesmo no "piloto automático" sem exigir mais esforço intelectual para desempenhar a função.

Tudo depende do estilo da pessoa, tem pessoas que não gostam de desafios, ou se sentir desafiados, mas a maioria das pessoas que conheci da tecnologia se motiva com o desafio, e o desafio é o sentido pleno da diversidade, no sentido que todos querem trabalhar em mais de uma coisa, conhecer novas tecnologias, aprender novas ferramentas e forma de pensar sobre a resolução dos problemas.

Concorrência esmagadora

Esse é um lado cruel que está ascendendo nas empresas de tecnologia. As pequenas startups criam seus produtos e de repente um dos grandes players também entra no mercado em alto estilo e performance para suprir aquele mercado de forma escalável.

Isso acontece com uma série de produtos que vão se difundindo e os grandões querem comer uma fatia do mercado. Vimos isso com o mercado de smartphones e agora estamos vendo a mesma guerra começar em torno de produtos e serviços da internet das coisas.

Você pode até criar um app massa que deixa seu usuário maravilhado. E de repente descobrir que o google têm um produto ou serviço que já faz isso além de várias outras coisas.

Seu objetivo com o produto

Se o objetivo com o produto não estiver alinhado com a expectativa dos usuários, possívelmente pode perder o engajamento dos clientes.

Outro caso é não ter objetivo e acabar criando funcionalidades para alguns clientes e tornar o software o famoso bixo de 7 cabeças que quer abraçar o mundo.

Ter um produto é escalável

Vamos pegar o exemplo do automóvel. A industria automobilistica é um exemplo de produção de alta escalabilidade. Já o sistema de trânsito não consegue acompanhar o crescimento do consumo de carros.

Para comprar um carro você vai ter que escolher por uma série de detalhes que seriam como os "plugins" ou "addons" para superar os limites do conforto do usuário.

A plataforma da indústria do carro foi adaptada para fazer isso de uma forma fácil e com uma divisão de responsabilidades interessante para permitir que a indústria fizesse todos os modelos de forma sequêncial e pudessem produzir de milhares a milhões de exemplares iguais e ter muita gente satisfeita com a aquisição.

Sempre lembro das palavras do Leonardo Da Vinci:

Simplicidade é o último grau de sofisticação.

Dessa forma para ter um produto escalável tem que resolver o problema de muita gente de forma muito simples. Aprendo cada dia mais sobre a evolução do UX sendo usuário dos apps mobile do dia a dia. Vejo a simplicidade tomando conta da forma de interação dos aplicativos e software.

Ser um serviço baseado em humanos não é escalável

Lembro-me quando estava saindo da Leosoft e começando minha vida de freelancer. Sentamos em um domingo tomar uma cerveja, eu e o @leandroh e o Leonir de Campos CEO da Leosoft. E o Léo falou assim: "Você tem que criar uma máquina que trabalhe por você. Você não vai conseguir trabalhar mais que 8 ou 10 horas por dia então seus ganhos se limitam as suas horas de trabalho por dia."

Humanos são baseados em cultura

O produto também demanda humamos continuamente para que não parem de gerar valor então cada vez mais precisa de mais pessoas trabalhando e aperfeiçoando e fazendo o negócio crescer.

Para inserir novas pessoas dentro do processo demanda tempo, dinheiro, espaço físico e interfere diretamente na qualidade e saúde do negócio.

No entanto existem N maneiras de se fazer as coisas e encarar os problemas e o comportamento dos indivíduos afeta o meio e os outros indivíduos então se alguém fala palavrão, tende aos outros falarem palavrões. A linguagem e a expressão corporal, inteligência emocional influência diretamente na forma de trabalhar e resolver os problemas inesperados do dia a dia, em resultado a isso temos a energia do espaço: se é um lugar carregado ou com pessoas felizes e trabalhando com gosto nas suas atividades.

Cultura é escalável

A cultura no trabalho têm muito a ver com a experiência e comportamento do grupo em questão. A pessoa que entra em contato com um grupo de outra cultura vai ser totalmente influenciada e no caso de trabalho ela mesmo vai optar por viver ou não naquele estilo. Se ela não se adaptar a cultura ela sai.

Gostei bastante deste aspecto na RD, pois eles têm uma cultura forte e aberta e isso é a chave para o crescimento rápido em número de pessoas.

Neste aspecto entendo que para ter um produto é preciso ter uma cultura interessante. Para engajar pessoas na construção do seu produto é preciso ter uma responsabilidade interessante, que faça com que a pessoa esteja alinhado com novos desafios todos os dias no trabalho. Que a pessoa tenha um aprendizado que se supere a cada dia.

Isso vai gerar valor para pessoa estar ali, e nada mais interessante e desafiador que um crescimento rápido e contínuo para trazer desafios quentes e responsabilidades cada vez maiores.



Primeiro mês na Resultados Digitais

Seguindo minha experiência da primeira semana, decidi escrever sobre o primeiro mês que completo exatamente hoje!

Primeiro por que no dia que publiquei o meu post, foi o dia que tive minha imersão com os gestores de cada setor da RD mostrando a visão e estratégia de crescimento da empresa. E isso explodiu minha cabeça, abriu para mais coisas novas e interessantes para pensar e compartilhar.

E Segundo por que lembro que em minha primeira conversa com o Bruno Guisi ele falou: "um mês aqui dentro parece um ano". E realmente pareceu um ano este primeiro mês :)

Equiparando minha experiência e conhecimento no último ano enquanto empreendedor da Invent.to tentando direcionar meu próprio negócio, não aprendi tanto batendo a cabeça contra a parede quanto vendo o pessoal ali dentro medir e direcionar o negócio.

Quanto a parte técnica como desenvolvedor tive a mesma sensação: estive aprendendo mais sobre como fazer, como planejar e principalmente observar como dirigir o "barco" em plena ascenção e alta velocidade.

Imersão com os gestores

Na RD, uma vez por mês, os novos colaboradores participam da imersão à cultura da RD. Conhecer como a empresa nasceu e se formou escutando os próprios fundadores foi extremamente fantástico e valioso para mim.

Estivemos praticamente o dia todo aprendendo e entendendo como cada área funciona e como a RD lida com os números. Aprendi realmente o que é Data Driven e como a RD leva a sério os números.

Neste dia consegui perceber a importância da engenharia e matemática aplicada ao marketing. Entendi a importância da definição das KPI's para o desempenho e direção do negócio.

A importância da arquitetura SASS para permitir escalar a aplicação e o número de clientes. Não só o backend mas toda a infraestrutura de serviços e comunicação interna é baseada em cloud. Isso é lindo e funcional, não engessa o processo e facilita no crescimento.

Onboarding

As primeiras semanas de adaptação temos o processo de onboarding onde adotamos uma pessoa para nos acompanhar. Na RD chamamos de "sarna" e é a pessoa que tenho o acesso direto e posso "sarnear" ela o quanto quiser para tirar minhas dúvidas e entender o processo da empresa.

Estou muito grato que meu sarna é um ninja! O @andrehjr! Muito obrigado mesmo pela paciência e atenção man!!!

Mais coisas legais na Resultados Digitais

Existem várias coisas legais que acontecem na RD que marcaram minha mente neste mês:

Sem secretária OMG!!!

A empresa tem mais de 120 pessoas e não tem uma secretária. Isso é incrível! Pense que você vai a maioria dos estabelecimentos, têm 2 barrigas e uma secretária. Aqui já são mais de 100 e não tem uma secretária. Em nenhum momento desvalorizo o trabalho do secretariado mas as pessoas na RD assumem as diversas atividades da secretária dentro da sua área. Como na descrição da minha própria vaga de dev que entrei diz: Full Stack.

Todos devs fazem suporte!

Existem duas pessoas diretas no suporte mas aqui todos devs são suporte também! Isso é incrível pois a equipe de suporte não se criam "mundos" entre desenvolvedores e suporte. Os devs estão por dentro dos calos dos clientes e o que realmente tá pegando na plataforma. Isso cria um grau de compromisso muito mais interessante para a solução dos problemas.

Lembro que quando li o livro do ReWork o pessoal da 37Signals falava disso. Aí me lembro da tradicional contratação de estagiários para fazer o suporte e o quanta m!@#! isso causa!

Aqui na RD existe uma escala do suporte e todos os devs fazem parte da escala. Isso torna o produto uma responsabilidade de todos e também permite que mais de uma pessoa sinta as dores dos clientes. Assim fica muito mais fácil de perceber o que é mito e o que é necessidade dos usuários do RDStation.

Todo mundo escreve e gera conteúdo

Não é forçado mas é enfatizado! Escrever é muito importante. Sempre gostei de escrever e agora poderei tirar umas horinhas para fazer uns posts no shipit. Eu acredito que a escrita é uma das coisas mais legais da humanidade.

Escrever é literalmente programar as mentes em linguagem natural. Logo, se sou e quero ser um bom programador, acredito que preciso escrever bem para pessoas além de codificar bem para computadores.

Na RD existem alguns blogs, cada um dos blogs têm uma frequência média de um post por semana:

Os conteúdos publicados trazem as próprias experiências dos RDoers nas suas diversas frentes da empresa. Desde as estratégias de crescimento, até o enfrentamento de problemas e design da solução.

Equipe jovem e pró-ativa

Uma coisa que me chamou muito a atenção é como a RD é composta basicamente por pessoas jovens. A maioria das pessoas que trabalha lá deve ter até uns 35 anos e a média de idade possivelmente é abaixo de 30.

Não sei o quão preciso é esta minha observação mas acredito que a idade mental e fisiológica de cada pessoa está ligada diretamente a produtividade, foco e interesse.

Métricas

Neste glossário de marketing digital têm uma sessão só de métricas e vale a pena conferir. Como na RD usam índices de performance para tudo, ficou mais fácil de entender como direcionam as tomadas de decisão da empresa baseada em números.

Como comentei acima sobre o Data Driven, a empresa realmente é dirigida pelos dados e não exatamente pela "experiência" ou "achismo" dos gestores. Isso traz um crescimento mais realista e livre do Extremme Go Horse.

Conclusão

Estou muito satisfeito neste primeiro mês de experiência. Fazer parte de um negócio de sucesso em pleno crescimento é uma experiência incrível!

Gostou da empresa e sua cultura? Venha trabalhar com a gente!